domingo, 11 de dezembro de 2011

2011 – o ano em que aprendi a falar espanhol.


11 de dezembro de 2011. Aqui estou eu mais uma vez pensando em tudo. O Natal finalmente está muito próximo, e isto me fez pensar sobre tudo que passei este ano, e me fez chegar a várias conclusões.

Quando alguma coisa ruim acontece em nossas vidas, não quer dizer necessariamente que é ruim.

Parece estranho, mas eu vou explicar. Como todo mundo sabe, em abril deste ano eu enfrentei um divórcio. Não é fácil para ninguém, mas pode ser menos difícil, dependendo da maneira como você vê as coisas. Pensei que o mundo não tinha mais espaço para mim, e me senti um fantasma. Não era só o fato de estar me separando de alguém com quem eu pensava que iria passar a vida ao lado, mas a grande dificuldade de aprender a viver numa nova realidade não planejada. Eu preferi me conformar o mais rápido possível, nem imaginava a força que eu tinha para lidar com isso e a partir deste momento comecei a perceber várias coisas boas, apesar de todas as dificuldades. Descobri que meu coração ainda funciona perfeitamente. Descobri que tenho amigos de verdade. Descobri o quanto é importante ter uma família como a minha por perto.

Isso me fez pensar sobre como deve ser difícil, nesta época do ano, para algumas pessoas que não vão passar o Natal com suas famílias. Algumas porque estão longe. Outras estão ainda mais longe e não há aviões que as conectem. (se você pode, passe o Natal com seus pais e irmãos). Neste Natal, eu decidi que vou passar com minha família. Nunca gostei muito destas festas, mas era porque eu não entendia a importância delas. Agora eu vejo tudo com mais clareza. E é com esta clareza que começo a ver a imensa possibilidade de ser ainda mais feliz. Um desafio? Sim. Nunca tive medo de desafios, e na verdade, eu até gosto deles.

2011 foi um ano bem louco. Um período de autoconhecimento que foi muito importante para mim. Que venha 2012, pois agora estou pronta para novas emoções. Enfim, as cores.



domingo, 10 de julho de 2011

Acordar


||: Acordar, desligar o despertador, dormir mais alguns minutos, acordar novamente, levantar, alimentar os gatos, entrar no banho, sair do banho, me vestir, escovar os dentes, me arrumar, sair. Chegar atrasada no trabalho, ligar o computador, pegar um café, trabalhar. Sair para almoçar, voltar a trabalhar. Ir para a casa, comer, assistir TV, escovar es dentes, dormir, sonhar. :||

Por alguns anos esta tem sido basicamente minha rotina, como uma música em loop eterno. Certos acontecimentos recentes em minha vida me fizeram perder o medo e acordar. Eu só demorei alguns dias para perceber que ganhei uma segunda chance. E assim que percebi, minha mente transbordou de questionamentos: "o que eu estava fazendo?", "para onde eu estava me direcionando?", "onde estavam os meus sonhos?" "onde eu estava?", entre outras questões.

Sou aquariana e, coincidentemente ou não, penso como aquariana, sonho como aquariana, mas esta descrição acima não é a vida de uma aquariana. Não é a vida que sonhei pra mim. Portanto, decidi retomar o controle da minha vida, e fazer tudo que sonhei fazer e tudo que eu ainda vou sonhar em fazer. O tempo passa rápido, talvez eu tenha me decidido um pouco tarde, mas "antes tarde do que nunca".

Não quero uma vida comum. Não quero e não vou me prender a nenhum padrão. Vou lutar pelos meus sonhos, pela minha felicidade, por um amor, pela minha liberdade. E mesmo que eu não consiga conquistar tudo o que valorizo tanto, eu terei tentado, e acredito que isto já me bastará para que eu me sinta realizada. Quero uma história emocionante para contar. Eu não tenho medo. Agora estou acordada e minha segunda chance começa aqui ||: