
Quando alguma coisa ruim acontece em nossas vidas, não quer dizer necessariamente que é ruim.
Parece estranho, mas eu vou explicar. Como todo mundo sabe, em abril deste ano eu enfrentei um divórcio. Não é fácil para ninguém, mas pode ser menos difícil, dependendo da maneira como você vê as coisas. Pensei que o mundo não tinha mais espaço para mim, e me senti um fantasma. Não era só o fato de estar me separando de alguém com quem eu pensava que iria passar a vida ao lado, mas a grande dificuldade de aprender a viver numa nova realidade não planejada. Eu preferi me conformar o mais rápido possível, nem imaginava a força que eu tinha para lidar com isso e a partir deste momento comecei a perceber várias coisas boas, apesar de todas as dificuldades. Descobri que meu coração ainda funciona perfeitamente. Descobri que tenho amigos de verdade. Descobri o quanto é importante ter uma família como a minha por perto.
Isso me fez pensar sobre como deve ser difícil, nesta época do ano, para algumas pessoas que não vão passar o Natal com suas famílias. Algumas porque estão longe. Outras estão ainda mais longe e não há aviões que as conectem. (se você pode, passe o Natal com seus pais e irmãos). Neste Natal, eu decidi que vou passar com minha família. Nunca gostei muito destas festas, mas era porque eu não entendia a importância delas. Agora eu vejo tudo com mais clareza. E é com esta clareza que começo a ver a imensa possibilidade de ser ainda mais feliz. Um desafio? Sim. Nunca tive medo de desafios, e na verdade, eu até gosto deles.
2011 foi um ano bem louco. Um período de autoconhecimento que foi muito importante para mim. Que venha 2012, pois agora estou pronta para novas emoções. Enfim, as cores.

