A lua está cheia iluminando a cidade.
Um momento favorável para encontrar a chave secreta
que abre todas as portas.
Ela quer morar em mim, mas não cabe em meus olhos.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Eu.
Naquela conversa, minhas palavras já não parecem minhas.
É que eu deixei de ser eu a cada dia, mas só percebi depois de vários.
Vários dias e vários eus. Um eu por dia.
Você matou eu, e fez nascer eu.
É que eu deixei de ser eu a cada dia, mas só percebi depois de vários.
Vários dias e vários eus. Um eu por dia.
Você matou eu, e fez nascer eu.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Que surpresa.
E o nosso amor acabou do mesmo jeito que começou.
Nós de costas, um para o outro. Você numa mesa, e eu em outra.
Nós de costas, um para o outro. Você numa mesa, e eu em outra.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Deep Blue.
Contrariando minhas dificuldades nos lances iniciais de uma partida, fiz uma abertura fantástica. Como já conhecia o meu adversário, previ cada movimento e soube que estratégia tomar para conduzí-lo da forma que queria no meu jogo, do meu jeito.
Logo no início, dominei o centro do tabuleiro, usei minhas peças e as dele a meu favor. Fui capturando uma a uma. Minha vantagem era notável.
Com uma estratégia muito ousada, em pouco tempo capturei a dama branca, e meu coração se encheu de ansiedade. Eu estava a poucos lances de uma vitória incrível. Eu armava o plano e meu adversário, lance a lance, entrava no meu jogo.
Criei tanta confiança, que nem passava mais muito tempo pensando para efetuar meus ataques certeiros. Até que em uma jogada irresponsável de minha parte, comprometi toda a minha estratégia, e levei um xeque-mate tão inesperado e inaceitável, que fiquei lá, contrariada. Eu nunca soube aceitar uma derrota. Ainda custo a acreditar que esta partida acabou.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Céu.
Quando eu vejo esses seus olhos de veneno, me lembro de quando te enchi de estrelas e pensei que estivesse no céu.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Febre.
Ela já sabia que estava gripada. Porém, na noite de sábado, aconteceu algo inesperado.
Sheila foi acometida por uma febre muito forte.
Mal sabia ela que, naquela noite escura, através do desconforto da febre, além de se livrar de todos aqueles micro-organismos que estavam lhe causando a gripe, ela se libertava de um amor não correspondido.
Seu suor fervendo através dos poros eliminava, gota a gota, as moléculas daquele amor que já não pertencia mais àquele corpo.
E ao amanhecer, Sheila respirava suavemente. As partículas que vinham lhe causando mágoa e sofrimento durante meses já não existiam. Sheila estava finalmente livre.
Sheila foi acometida por uma febre muito forte.
Mal sabia ela que, naquela noite escura, através do desconforto da febre, além de se livrar de todos aqueles micro-organismos que estavam lhe causando a gripe, ela se libertava de um amor não correspondido.
Seu suor fervendo através dos poros eliminava, gota a gota, as moléculas daquele amor que já não pertencia mais àquele corpo.
E ao amanhecer, Sheila respirava suavemente. As partículas que vinham lhe causando mágoa e sofrimento durante meses já não existiam. Sheila estava finalmente livre.
Uma rosa diferente das outras.
Sabe... eu tive alguém que me amou muito.
Certa vez, no começo de nossa história, eu contei a ele sobre um sonho que tive na noite anterior. Em meu sonho ele me presenteava com uma rosa. Mas esta rosa era diferente das outras. Ela tinha o cabinho azul.
Na mesma semana, fui encontrá-lo na praça. Ele estava sorrindo e segurando uma rosa. Quando ele me deu a rosa, eu percebi que ele tinha enrolado papel crepom azul no cabinho para que ela ficasse parecida com a rosa de meu sonho.
Um dia ele deixou de me amar. Fiquei triste, compreendi. E um dia eu deixei de amá-lo também.
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