segunda-feira, 14 de julho de 2014

Febre.

Ela já sabia que estava gripada. Porém, na noite de sábado, aconteceu algo inesperado.
Sheila foi acometida por uma febre muito forte.
Mal sabia ela que, naquela noite escura, através do desconforto da febre, além de se livrar de todos aqueles micro-organismos que estavam lhe causando a gripe, ela se libertava de um amor não correspondido.
Seu suor fervendo através dos poros eliminava, gota a gota, as moléculas daquele amor que já não pertencia mais àquele corpo.
E ao amanhecer, Sheila respirava suavemente. As partículas que vinham lhe causando mágoa e sofrimento durante meses já não existiam. Sheila estava finalmente livre.

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