quarta-feira, 23 de julho de 2014
Céu.
Quando eu vejo esses seus olhos de veneno, me lembro de quando te enchi de estrelas e pensei que estivesse no céu.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Febre.
Ela já sabia que estava gripada. Porém, na noite de sábado, aconteceu algo inesperado.
Sheila foi acometida por uma febre muito forte.
Mal sabia ela que, naquela noite escura, através do desconforto da febre, além de se livrar de todos aqueles micro-organismos que estavam lhe causando a gripe, ela se libertava de um amor não correspondido.
Seu suor fervendo através dos poros eliminava, gota a gota, as moléculas daquele amor que já não pertencia mais àquele corpo.
E ao amanhecer, Sheila respirava suavemente. As partículas que vinham lhe causando mágoa e sofrimento durante meses já não existiam. Sheila estava finalmente livre.
Sheila foi acometida por uma febre muito forte.
Mal sabia ela que, naquela noite escura, através do desconforto da febre, além de se livrar de todos aqueles micro-organismos que estavam lhe causando a gripe, ela se libertava de um amor não correspondido.
Seu suor fervendo através dos poros eliminava, gota a gota, as moléculas daquele amor que já não pertencia mais àquele corpo.
E ao amanhecer, Sheila respirava suavemente. As partículas que vinham lhe causando mágoa e sofrimento durante meses já não existiam. Sheila estava finalmente livre.
Uma rosa diferente das outras.
Sabe... eu tive alguém que me amou muito.
Certa vez, no começo de nossa história, eu contei a ele sobre um sonho que tive na noite anterior. Em meu sonho ele me presenteava com uma rosa. Mas esta rosa era diferente das outras. Ela tinha o cabinho azul.
Na mesma semana, fui encontrá-lo na praça. Ele estava sorrindo e segurando uma rosa. Quando ele me deu a rosa, eu percebi que ele tinha enrolado papel crepom azul no cabinho para que ela ficasse parecida com a rosa de meu sonho.
Um dia ele deixou de me amar. Fiquei triste, compreendi. E um dia eu deixei de amá-lo também.
domingo, 10 de julho de 2011
Acordar.
||: Acordar, desligar o despertador, dormir mais alguns minutos, acordar novamente, levantar, alimentar os gatos, entrar no banho, sair do banho, me vestir, escovar os dentes, me arrumar, sair. Chegar atrasada no trabalho, ligar o computador, pegar um café, trabalhar. Sair para almoçar, voltar a trabalhar. Ir para a casa, comer, assistir TV, escovar es dentes, dormir, sonhar. :||
Por alguns anos esta tem sido basicamente minha rotina, como uma música em loop eterno. Certos acontecimentos recentes em minha vida me fizeram perder o medo e acordar. Eu só demorei alguns dias para perceber que ganhei uma segunda chance. E assim que percebi, minha mente transbordou de questionamentos: "o que eu estava fazendo?", "para onde eu estava me direcionando?", "onde estavam os meus sonhos?" "onde eu estava?", entre outras questões.
Sou aquariana e, coincidentemente ou não, penso como aquariana, sonho como aquariana, mas esta descrição acima não é a vida de uma aquariana. Não é a vida que sonhei pra mim. Portanto, decidi retomar o controle da minha vida, e fazer tudo que sonhei fazer e tudo que eu ainda vou sonhar em fazer. O tempo passa rápido, talvez eu tenha me decidido um pouco tarde, mas "antes tarde do que nunca".
Não quero uma vida comum. Não quero e não vou me prender a nenhum padrão. Vou lutar pelos meus sonhos, pela minha felicidade, por um amor, pela minha liberdade. E mesmo que eu não consiga conquistar tudo o que valorizo tanto, eu terei tentado, e acredito que isto já me bastará para que eu me sinta realizada. Quero uma história emocionante para contar. Eu não tenho medo. Agora estou acordada e minha segunda chance começa aqui ||:
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